Hoje é o dia de se entupir de chocolate!!! Sim, porque, além do feriado emendado, esse é o único sentido da Páscoa para muitos.
E amanhã é o dia de dizer: ‘Acho que comi demais, preciso fazer um regime’, porque as pessoas só fazem regime para quando chegar uma data ‘especial’ como esta, comerem feitos doidos sem se sentirem culpados.
Uma Feliz Páscoa para todos!!! E uma banana nanica recheada de chocolate.
Fiquei algum tempo sem escrever, mas a vida corrida não nos permite ao luxo de sempre escrever no blog ou comer a sua banana nanica da forma como quiser, mas... o que importa é que aqui estou eu de novo, para alegria de alguns e tristeza de outros.
E por falar em banana nanica, as da vez foram as comemorações que tivemos na última semana... Tivemos o Dia da Poesia no dia 14 de março e o Dia do Consumidor no dia 15.
A primeira, ninguém – ou quase ninguém ficou sabendo – por um motivo bem simples: não foi – ou foi pouco – divulgada.
Já a segunda data, houve uma grande divulgação, chegando a passar na televisão um lugar que eu não vou me lembrar agora, onde teve um show de comemoração.
Agora, alguém me faça o favor de me dizer, o que um consumidor tem para comemorar?
É engraçado porque ontem, a mesma emissora e o mesmo telejornal que falou do tal show de comemoração do consumidor, falou da quantidade de devedores que somos, só em São Paulo... é assustador, quase um milhão...
É isso que o consumidor tem de comemorar? As dívidas feitas? Ou devemos comemorar um “Código de Defesa do Consumidor” que sabemos que existimos, mas que quase nada sabemos?
O Dia do Consumidor só serviu para nos lembrarmos de nossas dívidas e de como nos livrarmos delas. Mais ainda, nos lembra que estamos num sistema capitalista em que se é impossível sobreviver sem ser um consumidor.
Agora, o Dia da Poesia alguém ouviu pelo menos falar? E comemorações, alguma foi divulgada? Um dia que poderia ser a oportunidade de muitos conhecerem o mundo maravilhoso da poesia, ter contato com algumas e com alguns poetas, enfim ter a possibilidade de fugir, nem que fosse por momentos desse mundo para mergulhar em outro, foi – como nos outros anos – desperdiçado.
Mas, isso só vem para comprovar o que todos estamos cansados de saber: o capital, o dinheiro, o consumo, esse mundo da ganância é muito mais importante e mais admirado por muitos do que o mundo mágico da literatura ou então do mundo (in)útil da cultura.
Vamos consumir povo! É isso que importa! Boas compras e muitas bananas nanicas com canela e açúcar pra vocês.
Uma homenagem (um pouco atrasada) para nós, que com nossa força e garra, ainda encontramos tempo para sermos uma das criaturas mais lindas, sensíveis e doces do planeta. Parabéns a nós todas, e bastante banana nanica para nós, pq merecemos!!!!
Soneto do Orfeu São demais os perigos dessa vida Para quem tem paixão, principalmente Quando uma lua surge de repente E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar, que atua desvairado Vem unir-se uma música qualquer Aí então é preciso ter cuidado Porque deve andar perto uma mulher
Uma mulher que é feita de música Luar e sentimento, e que a vida Não quer, de tão perfeita
Uma mulher que é como a própria lua: Tão linda que só espalha sofrimento, Tão cheia de pudor que vive nua.
Todo mundo feliz, fim de semana chegando...Comam bastante banana nanica para ficarem fortinhos para as baladas, ressacas e afins do fim de semana...
Como hj é sexta – feira e eu estou muito cansada da semana, não vou postar texto meu. Mas não fiquem tristes... estou postando uma música do Lenine (que aliás considero um dos caras mais fodásticos da MPB atualmente).
Kisses!
Have a nice weekend!
Todas Elas juntas Num Só Ser
Lenine
Composição: Lenine / Carlos Rennó
Não canto mais Babete nem Domingas Nem Xica nem Tereza, de Ben jor;
Nem Drão nem Flora, do baiano Gil; Nem Ana nem Luiza, do maior;
Já não homenageio Januária,
Joana, Ana, Bárbara, de Chico;
Nem Yoko, a nipônica de Lennon; Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;
Nem a tigreza nem a vera gata Nem a branquinha, de Caetano; Nem mesmoa linda flor de Luiz Gonzaga, Rosinha, do sertão pernambucano; Nem Risoflora, a flor de Chico Science, Nenhuma continua nos meus planos. Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;
Nem Anna Júlia do Los Hermanos.
Só você, Hoje eu canto só você; Só você, Que eu quero porque quero, por querer.
Não canto de Melô pérola negra; De Brown e Hebert, uma brasileira; De Ari, nem a baiana nem Maria, Nem a Iaiá também, nem minha faceira; De Dorival, nem Dora nem Marina Nem a morena de Itapoã; Divina garota de Ipanema, Nem Iracema, de Adoniran.
De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;
De Michael Jackson, nem a Billie Jean;
De Jimi Hendrix, nem a doce Angel; Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;
Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,
Das doze deusas de Edu e Chico; Até das trinta Leilas de Donato, E de Layla, de Clapton, eu abdico.
Só você, Canto e toco só você; Só você, Que nem você ninguém mais pode haver.
Nem a namoradinha de um amigo E nem a amada amante de Roberto; E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul; Nem Isabel - Bebel - de João Gilberto;
E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg; Nem, de Totó, na malafemmená; Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho; Nem a mulata mulatinha de Lalá;
E nem a carioca de Vinícius E nem a tropicana de Alceu E nem a escurinha de Geraldo E nem a pastorinha de Noel E nem a namorada de Carlinhos E nem a superstar do Tremendão E nem a malaguenha de Lecuona E nem a popozuda do Tigrão
Só você, Hoje elejo e elogio só você, Só você, Que nem você não há nem quem nem quê.
De Haroldo Lobo com Wilson Batista, De Mário Lago e Ataulfo Alves, Não canto nem Emília nem Amélia, Nenhuma tem meus vivas! E meus salves! E nem Angie, do stone Mick Jagger; E nem Roxanne, de Sting, do Police; E nem a mina do mamona Dinho E nem as mina – pá! - do mano Xiz!
Loira de Hervê e loira do É O Tchan, Lôra de Gabriel, o Pensador; Laura de Mercer, Laura de Braguinha, Laura de Daniel, o trovador; Ana do Rei e Ana de Djavan,
Ana do outro rei, o do baião
Nenhuma delas hoje cantarei: Só outra reina no meu coração.
Só você, Rainha aqui é só você, Só você, A musa dentre as musas de A a Z.
Se um dia me surgisse uma moça Dessas que com seus dotes e seus dons, Inspira parte dos compositores Na arte das palavras e dos sons, Tal como Madallene, de Jacques Brel, Ou como Madalena, de Martinho; Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry, E a manequim do tímido Paulinho;
Ou como, de Caymmi, a moça prosa E a musa inspiradora Doralice; Se me surgisse uma moça dessas. Confesso que eu talvez não resistisse; Mas, veja bem, meu bem, minha querida; Isso seria só por uma vez, Uma vez só em toda a minha vida! Ou talvez duas... mas não mais que três...
Só você... Mais que tudo é só você; Só você... As coisas mais queridas você é:
Você pra mim é o sol da minha noite; É como a rosa, luz de Pixinguinha; É como a estrela pura aparecida, A estrela a refulgir, do Poetinha; Você, ó flor, é como a nuvem calma No céu da alma de Luiz Vieira; Você é como a luz do sol da vida De Steve Wonder, ó minha parceira.
Você é pra mim e o meu amor, Crescendo como mato em campos vastos, Mais que a gatinha para Erasmo Carlos; Mais que a cigana pra Ronaldo bastos; Mais que a divina dama pra Cartola; Que a domna pra Ventadorn, Bernart; Que a honey baby pra Waly Salomão E a funny valentine pra Lorenz Hart.
Só você, Mais que tudo e todas, é só você; Só você, Que é todas elas juntas num só ser