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Chiquita Bacana


Olá povo! Boas notícias... os tempos de abstinência de carnavais estão no fim... minha internet está – aos poucos – voltando...

Mas como a notícia foi tão boa e tão repentina, ainda não tive tempo de preparar um textinho para vcs... por enquanto, fiquem com esse, é um pouco grandinho, mas vale a pena lê-lo.

E não esqueçam da banana, aliás temos que comê-las de dúzias para ficarmos fortinhos para as olimpíadas...

                                                                                          

                                                

 

Meu Ideal seria escrever...

 

Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse -- "ai meu Deus, que história mais engraçada!". E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria -- "mas essa história é mesmo muito engraçada!".

Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.

Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse -- e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aqueles pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse -- "por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!" . E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.

E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago -- mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: "Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina".

E quando todos me perguntassem -- "mas de onde é que você tirou essa história?" -- eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: "Ontem ouvi um sujeito contar uma história...".

E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.

 

 

 

Rubem Braga



Escrito por Chiquita Bacana às 15h51
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Olá pessoal!!!


Como vcs podem perceber, fiquei um bom tempo sem blogar...

Não, as bananas nanicas não acabaram e o carnaval também não passou... estou passando por alguns probleminhas técnicos... Fiquei sem internet, ou melhor, estou sem internet, por isso a demora em postar meus textinhos...

Mas, mesmo sem internet, estou de volta... para alegrias de uns e desespero de outros... hehehe... Em breve, postarei textos novinhos em folha!

Por enquanto, deixo uma mensagem para vcs... “Vamos ficar embriagados!”

E só para não perder o costume, uma banana nanica bem madura e docinha para vcs!

 

                                    

 

 

EMBRIAGAI-VOS

É necessário estar sempre bêbedo.
Tudo se reduz a isso; eis o único problema.
Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo,
que vos abate e vos faz pender para a terra,
é preciso que vos embriagueis sem cessar.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.
Contanto que vos embriagueis.
E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio,
na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida,
perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio,
a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola,
a tudo o que canta, a tudo o que fala,
perguntai-lhes que horas são;
e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio,
hão de vos responder:
É hora de se embriagar!
Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.

Baudelaire




Escrito por Chiquita Bacana às 10h47
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É amigos e amantes! Ainda estou em semana de provas... parece que não acaba mais... Não tenho condições físicas nem psicológicas para escrever um texto, mas por enquanto fiquem em companhia de um poeta quase tão bom quanto eu! Beijos e quando acabarem essas malditas provas, estarei de volta!

 

                                                                

                         

 

 

 

CANÇÃO DO VENTO E DA MINHA VIDA


O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.

O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.

O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres

O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.

 

Manuel Bandeira

 



Escrito por Chiquita Bacana às 20h13
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Povo de mi vida (nossa que portunhol lascado)... estou passando por um processo difícil que acontece duas vezes por semestre: entrarei em semana de provas... espero que entendam o momento difícil que estou passando e prometo que quando ele passar, terei muitos textos e bananas para blogar, já que entrarei de férias... por enquanto, continuarei a blogar textos e afins de pessoas quase tão maravilhosas quanto eu...

 Besitos... e as bananas virão depois...

 

                                                                 

 

 

 

ALÉM DA TERRA, ALÉM DO CÉU

Além da terra, além do céu
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastros dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fudamental essencial
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar
o verbo pluriamar,
razão de ser e viver.

 

 

Carlos Drummond de Andrade

 



Escrito por Chiquita Bacana às 20h25
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Olá queridos! Sei que todos estão sedentos de minhas bananas e meus textos. Por enquanto não trouxe nenhum texto novo, mas trouxe algo maravilhoso. Conheci esse “cara” hoje na faculdade, fui apresentada à ele por meu profº de literatura e, ao conhecer os poemas dele, me apaixonei principalmente pelos efeitos visuais que ele causa. E são obras maravilhosas como esta que me faz ter a certeza do quanto é importante garimparmos as pérolas que ainda estão para ser descobertas na nossa – e nas outras – literatura. Beijos a todos. Aproveitem bastante o feriado prolongado, mas sem esquecer das bananas!

 

 

Indicação

 

Sim: o abismo oval atrai meus pés.

Leopardo familiar, a manhã se aproxima.

Preciso conhecer em que universo estou

E a que translações de estrelas me destinam.

Em três épocas me observo sustentando:

Na pré-história, no presente e no futuro.

Trago sempre comigo uma morte de bolso.

Assalta-me continuamente o novo enigma

E uma audácia imprevista me pressinto.

 

Arrasto minha cruz aos solavancos,

Tal qual profunda mulher amada e odiada,

Sabendo que ela condiciona minha forma:

E o tempo do demônio me respira.

Gentilíssima dama eternidade

Escondida nas raízes do meu ser,

Campo de concentração onde se dança,

Beatitude cortada de fuzilamentos...

Retiram-me o véu que sei de mim.

Ontem sou, hoje serei, amanhã fui.

 

 

Murilo Mendes            



Escrito por Chiquita Bacana às 20h42
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Sei que vcs estão se perguntando: “Existe uma terceira pessoa no caso Isabella?”, “Ronaldinho realmente é viado?”, “Onde está o padre voador?”, “Será que minha mãe gostou do presente que eu dei à ela?” e “Por onde andará Chiquita Bacana?”.

Confesso que as quatro primeiras perguntas são difíceis de responder... mas a última é fácil... não fui abduzida por nenhum E.T., não roubei, matei e muito menos virei freira... estou aqui, quase inteira, mas estou aqui... prometo não sumir mais e não deixar vcs preocupados e sedentos de bananas. Hasta la vista, baby!

 

 

Pobre Paulicéia Desvairada!

 

Era para ser um dia comum. Acordei cedo e saí atrasada, claro. Em São Paulo temos que sair no mínimo meia hora mais cedo do que o necessário para chegar à tempo onde queremos. Com a minha pressa, esbarrei numa pessoa. Ao pedir desculpas, tudo o que ouvi foi um elogio: “Vaca!”. Ignorei.

Consegui pegar o ônibus. Já é uma vitória. Tive que ir quase sentada em cima do motor do ônibus, mas há pessoas em condições piores, como aquele rapaz que está bem na porta do ônibus, que trafega com ela aberta, e tem de se segurar para não cair para fora.

De repente o ônibus pára. Todos xingam o motorista culpando o coitado pelo trânsito lento. O que ninguém vê a princípio é que há um atropelamento logo à frente, mas logo que o ônibus se aproxima, todos se espremem mais ainda – sim, sempre há como se espremer mais – e vêem o show de horror.

Quando finalmente consigo chegar ao meu primeiro destino, a estação de metrô, penso que a parte ruim de meu dia acabou. Meu pensamento e alívio se vão quando o metrô pára de repente por que uma pessoa se jogou na linha. Após muito calor e aperto, o metrô continua seu caminho até eu chegar ao meu segundo destino, o ponto de ônibus em que eu pego a terceira condução do meu dia.

Já no ponto, vejo uma senhora atravessando a rua quando passa um trombadinha correndo e levando a bolsa da senhora. A senhora entra em desespero. Vejo um policial, conto o ocorrido à ele e ele não faz exatamente nada, nem acalma a pobre senhora. Mas, não tenho mais tempo de pensar nisso porque pego logo o meu ônibus para finalmente chegar ao meu trabalho, quase uma hora atrasada.

- Bom dia. – digo aos meus colegas e chefe.

- Boa tarde. – É a única coisa que ouço da boca de meu chefe.

Nem tento explicar nada. Sei que ele não vai acreditar no que aconteceu e vai me culpar por não ter saído mais cedo de casa. Sento à minha mesa e começo a fazer meu trabalho mais do que entediante. Lamento-me de minha sorte, de meu chefe, calado. Esqueço-me da pessoa que foi atropelada, da que se jogou na linha do trem e da senhora que foi assaltada. Não tenho tempo para isso, estou sempre atrasada, sempre correndo, sempre pensando no meu próprio umbigo e no meu egoísmo.

Faço parte da Paulicéia Desvairada, que é o avesso do avesso do avesso do avesso.

Era para ser um dia comum. E foi.



Escrito por Chiquita Bacana às 21h28
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Olá queridos! Sei que demorei muito para postar, mas aqui estou eu de volta... não, não trouxe um texto novo... tentem entender, imaginem eu, a Chiquita Bacana, que está sempre em clima de carnaval e se vestindo com uma casca de banana nanica tendo que conviver com esse frio que está fazendo... acabei pegando um resfriado que num passa...

Ia escrever um texto hoje, mas com esse resfriado e com a companhia do Macunaíma, deu uma preguiça...

Bom, estou postando um vídeo de uma música ótima, de um cara maravilhoso, cantada por dois caras maravilhosos tbm... Beijos a todos e aguardem, logo terá novas bananas, digo, textos para vcs...

 



Escrito por Chiquita Bacana às 19h30
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Olá queridos! Para quem pensou que eu tinha sumido e que tinha quebrado a promessa, estou aqui de volta com um textinho novo... Desculpem a demora, mas minha internet funciona de maneira sazonal, de forma que tenho que esperar a boa vontade dela para poder blogar...

Bom, vamos ao texto... é uma crônica inspirada não só no meu cotidiano, mas no cotidiano de algumas pessoas principalmente do Gato Preto, que me relata o que acontece no seu dia-a-dia.

Uma banana nanica com canela a todos!

                              

 

A trilha sonora (que não é) da minha vida

 

“Parapapapapaparapapa” “Créuuuuu, Créuuuuu, Créuuuuu.”

A minha vida tem trilha sonora. Na verdade, trilhas sonoras.

Todos os dias sigo a minha batalha diária – assim como milhões de brasileiros. Saio de casa quando ainda é noite e volto quando já é noite. O impressionante é que me sinto numa novela, não por causa da vida corrida que tenho, mas pela trilha sonora – que, aliás, não é uma das melhores – que me segue.

Já começa nas primeiras horas da manhã. Pego o ônibus lotado e antes de passar pela catraca do cobrador já vejo pelo menos cinco cidadãos com celulares na mão. Já fico imaginando qual será a trilha sonora do meu início de dia, apesar de saber que todos os dias ela é mais ou menos igual. Após passar pela catraca e achar um cantinho para me espremer, eis que eu (não) consigo ouvir – por total contra vontade – a minha trilha sonora inicial: uma música black que está tocando ao lado de um pagode, que está tocando ao lado de um calypso, que está tocando ao lado de um rock emo e assim por diante. Na verdade, a trilha sonora da minha vida é como ela: bastante turbulenta.

Ao descer do ônibus penso comigo: “Que alívio!” não por causa do ônibus lotado, mas pelos meus ouvidos que não conseguiam mais ouvir aquela poluição sonora.

Triste ilusão a minha, pois logo depois vêm trem e metrô, onde a cena se repete, e ainda é pior, já que nestes o número de pessoas é maior, logo aumentam-se as possibilidades de celulares tocarem músicas cada vez mais diferentes ao mesmo tempo.

Chego ao meu trabalho, guardo as minhas coisas, ligo o computador e começo a trabalhar. Pouco tempo depois, surge uma figura raquítica, simpática e (aparentemente) inofensiva: é o meu chefe. Ele faz o mesmo ritual que o meu, com uma diferença: liga o seu som do computador. Já sei que as quatro músicas que ele vai ouvir durante a jornada de dez horas de trabalho, serão as mesmas da semana passada, da retrasada, da de um ano atrás, desde que eu entrei nesse lugar... Isso é o fim... que saudade da bagunça do ônibus, trem e metrô. Pelo menos eu poderia direcionar o meu ouvido e ouvir músicas diferenciadas.

Chega a hora de eu ir embora. Toda a saudade que eu estava das músicas embaralhadas eu mato agora. Começa tudo de novo. Os malditos celulares recomeçam a tocar – se é que pararam em alguma hora do dia. Não sei por que, mas se não me falha a memória, esses tipos de celulares vêem com fone de ouvido, não? Será que é um acessório tão avançado que esse povo não sabe usar?

Quando estou a ponto de perder a razão e gritar para esse povo desligar a merda dos celulares porque eu não estou afim de ouvir uma trilha sonora que não é a minha, meu celular toca: sem nenhum toque polifônico, sem nenhuma música, apenas com aquela musiquinha brega de celular de 7 anos atrás. Atendo o celular e começo a conversar com a pessoa do outro lado. Sim, eu ainda sou uma das raríssimas pessoas que usa o celular para fazer e receber ligações.

 



Escrito por Chiquita Bacana às 20h19
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Caso Isabella – parte 301766078620476520

 

É impressionante o que a mídia consegue fazer com algumas pessoas. O caso Isabella tomou tal proporção que ficou fora de controle. Pessoas deixando suas rotinas de lado para ficar à porta de delegacia e apartamentos dos suspeitos-condenados apenas para poder descontar uma raiva da morte de uma criança. Quantas crianças morreram de dengue nos últimos dias no Rio de Janeiro? Quantas crianças são mortas por ano como ou pior do que Isabella? Quantas crianças morrem de fome, de erros médicos e de tantas outras coisas?

Mas a vida delas é menos importante do que a de Isabella.

Não estou dizendo que a vida de Isabella não é importante, que o crime não chocou e etc, mas a mídia colocou de tal maneira como se fosse um caso isolado e não é. Só tomou a proporção que tomou por causa da classe social da família e pela mídia. Fora que hoje o que menos tem importância é a vida de uma criança que foi perdida, pois o que acontece hoje é  fazer bolão para saber quem foram os assassinos e como aconteceu o crime, ficar duas horas de um programa falando sobre o assunto e a cada cinco minutos fazer propaganda de algo e até fazer piadinhas sobre o assunto. O caso Isabella virou assunto para todos os gostos, para todas as idades e para todas as religiões.

E se você está se perguntando por que estou falando nesse assunto se sou totalmente contra tudo que está se fazendo é simples: já que todo mundo quer ganhar audiência ou se dar bem com tudo isso, eu também tô fazendo a minha parte!

Bom feriado recheado de bananas!

 



Escrito por Chiquita Bacana às 00h39
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Meus fãs, amigos e xeretas de plantão:

 

Sei que tenho blogado de maneira sazonal, mas espero que entendam meu momento corrido... a facu está a mil com TCCs e trabalhos, provas e etc, mas prometo que PELO MENOS UMA VEZ POR SEMANA eu vou postar alguma coisa aqui, ok? Mais um textinho e uma banana nanica para vcs se deliciarem...

                                       

                   

Estrelinhas

 

“A violência chega a números exorbitantes” “Cresce a violência contra jovens e crianças”

Quantas frases iguais a essas não vemos por dia? Quantas notícias ou casos parecidos não ouvimos falar? E o que fazemos? Exatamente isso: Nada.

O caso Isabella chocou a todos. Ninguém entende o por quê de fazerem isso com uma criança de cinco anos e – apesar de todos já saberem quem são os culpados – o Brasil inteiro acompanha pela televisão a investigação do caso.

É interessante como as pessoas se comovem com esse caso, coloca fotos e vídeos no orkut da menina, se indigna com o acontecido, mas se esquecem que fatos como esses acontecem a todo dia e à toda hora e ninguém faz nada para mudar as estatísticas – sim, porque crianças mortas e espancadas acabam virando estatísticas, e com a Isabella não vai ser diferente – e digo mais, se essas mesmas pessoas virem um caso de espancamento, estupro ou até mesmo morte contra uma criança ou adolescente, são capazes de não denunciarem e omitirem o que viram.

Não estou aqui criticando às pessoas que se sensibilizaram com o caso Isabella. Eu também sou uma das pessoas sensibilizadas, revoltadas e que acompanham o caso para saber o que acontece e punirem os culpados. O que eu critico aqui é precisar acontecer um caso desses para colocarmos a mão na consciência e ver que já não precisamos mais de bandidos, ladrões ou qualquer outra coisa para espancarmos nossas crianças, pois o perigo está dentro da casa onde elas moram, dentro da escola onde elas estudam, dentro da casa de pessoas de nossa confiança que elas freqüentam. E mais ainda, muitas das vezes fingirmos que não vemos que acontecem coisas desse tipo.

Quantas Isabellas mais precisaremos perder para tomarmos uma atitude descente contra esses crimes bárbaros?

Uma bananinha nanica à todas as estrelinhas que partiram para uma constelação e que esperam justiça.

 



Escrito por Chiquita Bacana às 20h56
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Oi queridos... desculpem a falta de textos, mas a minha vida anda muito animada, muitos carnavais para pular, visitas à Martinica e outras coisas... mas finalmente cheguei com texto novo... um texto produzido a oito mãos que ficou xuxuzinho!!! Precisávamos contar a história "King Lear" de Sheaskepeare sob o olhar de uma personagem. Fizemos algo bem, bem, bem, bem diferente e inusitado, algo que nem a prof. acreditou, mas quando viu o resultado adorou.... Segue aí o nosso cordel (isso mesmo, um cordel inspirado na obra de Sheaskepeare!!!):

                                        

 

Sinhozinho Lear

 

Era uma vez numas terras

lá pras bandas do sertão

meu pai, Sinhozinho Lear

o coronel da região

 

Ele estava moribundo

e decidiu dividir

sua botija guardada

antes dele partir

 

Para receber o ouro

nóis tinha que provar

que nóis era moça direita

e com um fazendeiro casar

 

O xodó de papai

dizia que não queria

e com um cangaceiro

ela fugiu pra Bahia

 

Papai todo injuriado

não deu nada pra Cordélia

minha irmã e eu

ficamos com a parte dela

 

Meu pai foi morar comigo

e também com minha irmã

com nenhuma das duas deu certo

então ele ficou tan-tan

 

Eu lembro até hoje

das bondades que fiz

deixei o velho comer

coisa que eu nunca fiz

Certo dia uma tempestade

cobriu todo o sertão

trouxe Cordélia de volta

e meu pai pediu o perdão

 

O meu pai ficou surpreso

com a pessoa que viu

Kent, era o cangaceiro

que com sua filha

 

Por tanta inveja e ódio

matei minhas duas irmãs

uma por ser traidora

e a outra a grande vilã

 

O meu pai não aguentou

tamanha decepção

veio a falecer

por causa da situação

 

Agora o fim se aproxima

só sobra uma solução

as duas filhas defuntas

e Goneril na prisão

 

Caros amigos, pergunto

pra que tanta ambição?

Ninguém ficou com o dinheiro

foi tudo pra doação.

 



Escrito por Chiquita Bacana às 21h46
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“Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim?

Um ovo, dois ovos, três ovos assim

Um ovo, dois ovos, três ovos assim

Coelhinho da Páscoa que cor eles têm?

Azul, amarelo e vermelho também

Azul, amarelo e vermelho também”

 

Hoje é o dia de se entupir de chocolate!!! Sim, porque, além do feriado emendado, esse é o único sentido da Páscoa para muitos.

E amanhã é o dia de dizer: ‘Acho que comi demais, preciso fazer um regime’, porque as pessoas só fazem regime para quando chegar uma data ‘especial’ como esta, comerem feitos doidos sem se sentirem culpados.

Uma Feliz Páscoa para todos!!! E uma banana nanica recheada de chocolate.

 



Escrito por Chiquita Bacana às 11h22
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Datas importantes

 

¡Holla chicas y chicos!

 

Fiquei algum tempo sem escrever, mas a vida corrida não nos permite ao luxo de sempre escrever no blog ou comer a sua banana nanica da forma como quiser, mas... o que importa é que aqui estou eu de novo, para alegria de alguns e tristeza de outros.

E por falar em banana nanica, as da vez foram as comemorações que tivemos na última semana... Tivemos o Dia da Poesia no dia 14 de março e o Dia do Consumidor no dia 15.

A primeira, ninguém – ou quase ninguém ficou sabendo – por um motivo bem simples: não foi – ou foi pouco – divulgada.

Já a segunda data, houve uma grande divulgação, chegando a passar na televisão um lugar que eu não vou me lembrar agora, onde teve um show de comemoração.

Agora, alguém me faça o favor de me dizer, o que um consumidor tem para comemorar?

É engraçado porque ontem, a mesma emissora e o mesmo telejornal que falou do tal show de comemoração do consumidor, falou da quantidade de devedores que somos, só em São Paulo... é assustador, quase um milhão...

É isso que o consumidor tem de comemorar? As dívidas feitas? Ou devemos comemorar um “Código de Defesa do Consumidor” que sabemos que existimos, mas que quase nada sabemos?

O Dia do Consumidor só serviu para nos lembrarmos de nossas dívidas e de como nos livrarmos delas. Mais ainda, nos lembra que estamos num sistema capitalista em que se é impossível sobreviver sem ser um consumidor.

Agora, o Dia da Poesia alguém ouviu pelo menos falar? E comemorações, alguma foi divulgada? Um dia que poderia ser a oportunidade de muitos conhecerem o mundo maravilhoso da poesia, ter contato com algumas e com alguns poetas, enfim ter a possibilidade de fugir, nem que fosse por momentos desse mundo para mergulhar em outro, foi – como nos outros anos – desperdiçado.

Mas, isso só vem para comprovar o que todos estamos cansados de saber: o capital, o dinheiro, o consumo, esse mundo da ganância é muito mais importante e mais admirado por muitos do que o mundo mágico da literatura ou então do mundo (in)útil da cultura.

Vamos consumir povo! É isso que importa! Boas compras e muitas bananas nanicas com canela e açúcar pra vocês.

 

 

 



Escrito por Chiquita Bacana às 17h40
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Uma homenagem (um pouco atrasada) para nós, que com nossa força e garra, ainda encontramos tempo para sermos uma das criaturas mais lindas, sensíveis e doces do planeta. Parabéns a nós todas, e bastante banana nanica para nós, pq merecemos!!!!

 

Soneto do Orfeu

São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida

E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher

Uma mulher que é feita de música
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita

Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.

Vinicius de Moraes



Escrito por Chiquita Bacana às 22h47
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Escrito por Chiquita Bacana às 18h45
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